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BRASIL – Governadores eleitos que apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial iniciaram uma movimentação de distanciamento de atos contra o resultado das urnas e sinalizaram disposição para manter diálogo institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme levantamento publicado pelo jornal O Globo, 13 dos 15 chefes de Executivo estadual alinhados ao candidato derrotado reconheceram expressamente o resultado do pleito, sem que nenhum deles endossasse a carta divulgada por Flávio com questionamentos ao processo eleitoral. A reacomodação decorre de demandas fiscais e administrativas dos estados, que dependem de repasses federais e renegociações de dívidas junto ao Palácio do Planalto. Nomes como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Douglas Ruas (Rio de Janeiro), Luciano Zucco (Rio Grande do Sul) e Cleitinho Azevedo (Minas Gerais) defenderam a manutenção da estabilidade institucional, enquanto Sergio Moro (Paraná) confirmou a transição com atuação no campo oposicionista. Apenas os governadores eleitos Jorginho Mello (Santa Catarina) e Marcos Rogério (Rondônia) não haviam formalizado declaração expressa até a consolidação do levantamento.