BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial deste domingo (25), foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas e está proibido de deixar o país por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão também impede o senador de se comunicar com o advogado Willer Tomaz. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (26), Flávio afirmou que cumprirá a ordem, mas questionou a medida. “Eu nunca falei isso, isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, declarou. Segundo o senador, a intimação ocorreu quando ele deixava a casa do pai, Jair Bolsonaro, em Brasília. Flávio relacionou a decisão a uma declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro, que havia dito que ele deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição. O senador afirmou que nunca teve intenção de sair do país. Flávio é investigado em um inquérito do STF relacionado ao filme Dark Horse, que teria recebido ao menos R$ 65 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele também é citado em um pedido de investigação da Polícia Federal sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz. Após a derrota eleitoral, o senador anunciou que pretende pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando abuso de poder político e econômico. Flávio também criticou a prorrogação do horário de votação em algumas localidades. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados pela Folha, 34.330 votos, equivalentes a 0,03% do total, foram registrados após as 17h. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a extensão do horário não prejudicou a totalização dos votos.
Flávio Bolsonaro é proibido de deixar o país e deve entregar passaportes por decisão do STF
Flávio Bolsonaro afirma que cumprirá a determinação, critica a decisão do STF e anuncia medidas contra a chapa de Lula.



