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SÃO PAULO – O mercado financeiro reagiu com forte volatilidade no primeiro pregão após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar encerrou o dia com alta de 8,41%, cotado a R$ 5,409. Trata-se da maior elevação diária da moeda norte-americana desde janeiro de 1999, período em que o Brasil implementou o regime de câmbio flutuante. Na B3, a reação das ações foi de expressiva queda. O índice Ibovespa recuou 13,88%, fechando aos 176.608 pontos — o pior desempenho diário desde março de 2020, no início da pandemia. A intensidade da oscilação levou a Bolsa a acionar o circuit breaker, mecanismo que paralisa temporariamente as negociações para conter a instabilidade do mercado. O movimento de liquidação nos mercados reflete a cautela e o receio de analistas em relação às diretrizes econômicas da gestão, especialmente quanto ao equilíbrio das contas públicas e ao prêmio de risco dos títulos do governo. Refletindo esse cenário, instituições financeiras como o JP Morgan rebaixaram a recomendação para o real e para os títulos públicos brasileiros. A disparada da moeda norte-americana e o recuo das ações reverteram os ganhos registrados logo após o primeiro turno eleitoral. Analistas apontam que a trajetória dos ativos no médio e longo prazo dependerá das sinalizações e medidas concretas que serão anunciadas para a condução da política fiscal do país.