Lula inicia negociações para definir ministros do próximo governo
Presidente pretende concluir a formação da Esplanada até 20 de dezembro e deve priorizar partidos comprometidos com as pautas do governo.
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Ouvir:Entenda00:00Pronto para ouvirLula inicia negociações para definir ministros do próximo governo. Presidente pretende concluir a formação da Esplanada até 20 de dezembro e deve priorizar partidos comprometidos com as pautas do governo.. BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve iniciar na próxima semana as negociações para montar a equipe ministerial de seu quarto mandato. A expectativa de aliados é concluir a composição da Esplanada dos Ministérios até 20 de dezembro. O presidente do PT, Edinho Silva, ficará responsável pelas primeiras conversas com partidos de centro, que poderão integrar a nova base do governo. Desta vez, a distribuição dos ministérios deverá considerar não apenas o tamanho das bancadas no Congresso, mas também o compromisso dos partidos com as pautas governistas. A intenção é reservar espaço na Esplanada e indicações para cargos no Executivo a grupos políticos que demonstrem fidelidade nas votações legislativas. Entre os nomes cotados para o próximo governo estão o ex-governador do Pará Helder Barbalho (MDB), a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o senador Camilo Santana (PT-CE). Gleisi, que disputou uma vaga no Senado pelo Paraná a pedido de Lula, mas não conseguiu se eleger, é cotada para o Ministério do Desenvolvimento Social, uma indicação ao Tribunal de Contas da União (TCU) ou a direção-geral de Itaipu Binacional. Já Alckmin poderá assumir a pasta da Defesa ou da Fazenda, além de ampliar sua participação em articulações políticas e na representação do governo em compromissos nacionais e internacionais. Rafael Fonteles aparece entre os possíveis nomes para o Ministério da Fazenda, enquanto Camilo Santana lidera as apostas para a Casa Civil. O ex-ministro Fernando Haddad, derrotado na disputa pelo governo de São Paulo, também é cotado para voltar à Esplanada, com possibilidade de assumir os ministérios das Relações Exteriores ou da Educação. A definição dos cargos também poderá influenciar a disputa pela sucessão de Lula dentro do PT. Fonteles, Camilo e Haddad são citados entre os possíveis nomes para representar o partido na eleição presidencial seguinte. Segundo relatos de aliados, o presidente poderá distribuir funções de destaque entre eles para avaliar suas condições políticas. Apesar das articulações, Lula tem evitado confirmar nomes e afirma que as negociações ainda não começaram oficialmente. Uma das mudanças em estudo é a criação de uma estrutura própria para cuidar da comunicação pessoal do presidente nas redes sociais, separada da Secretaria de Comunicação da Presidência.
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve iniciar na próxima semana as negociações para montar a equipe ministerial de seu quarto mandato. A expectativa de aliados é concluir a composição da Esplanada dos Ministérios até 20 de dezembro. O presidente do PT, Edinho Silva, ficará responsável pelas primeiras conversas com partidos de centro, que poderão integrar a nova base do governo.
Desta vez, a distribuição dos ministérios deverá considerar não apenas o tamanho das bancadas no Congresso, mas também o compromisso dos partidos com as pautas governistas. A intenção é reservar espaço na Esplanada e indicações para cargos no Executivo a grupos políticos que demonstrem fidelidade nas votações legislativas.
Entre os nomes cotados para o próximo governo estão o ex-governador do Pará Helder Barbalho (MDB), a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o senador Camilo Santana (PT-CE).
Gleisi, que disputou uma vaga no Senado pelo Paraná a pedido de Lula, mas não conseguiu se eleger, é cotada para o Ministério do Desenvolvimento Social, uma indicação ao Tribunal de Contas da União (TCU) ou a direção-geral de Itaipu Binacional. Já Alckmin poderá assumir a pasta da Defesa ou da Fazenda, além de ampliar sua participação em articulações políticas e na representação do governo em compromissos nacionais e internacionais.
Rafael Fonteles aparece entre os possíveis nomes para o Ministério da Fazenda, enquanto Camilo Santana lidera as apostas para a Casa Civil. O ex-ministro Fernando Haddad, derrotado na disputa pelo governo de São Paulo, também é cotado para voltar à Esplanada, com possibilidade de assumir os ministérios das Relações Exteriores ou da Educação.
A definição dos cargos também poderá influenciar a disputa pela sucessão de Lula dentro do PT. Fonteles, Camilo e Haddad são citados entre os possíveis nomes para representar o partido na eleição presidencial seguinte. Segundo relatos de aliados, o presidente poderá distribuir funções de destaque entre eles para avaliar suas condições políticas.
Apesar das articulações, Lula tem evitado confirmar nomes e afirma que as negociações ainda não começaram oficialmente. Uma das mudanças em estudo é a criação de uma estrutura própria para cuidar da comunicação pessoal do presidente nas redes sociais, separada da Secretaria de Comunicação da Presidência.