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ELEIÇÕES 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento assinado em que formaliza o desafio para a abertura mútua de sigilos bancário, fiscal e telefônico entre ele e seu adversário no segundo turno das eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A proposta do petista estabelece que a liberação dos dados abranja os próprios candidatos, além de familiares de ambos e empresas ligadas a eles. Do lado governista, a medida inclui informações da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, dos cinco filhos do presidente e da empresa de palestras L.I.L.S. Em contrapartida, o texto exige que o parlamentar do PL autorize a quebra de dados do ex-presidente Jair Bolsonaro, da mãe, de três irmãos, da esposa e de cinco empresas associadas. A estratégia busca elevar a rejeição de Flávio na reta final da disputa, após o senador terminar a primeira votação à frente por 47% a 45% dos votos válidos. Em declarações durante agendas no Nordeste, o chefe do Executivo afirmou que a medida é uma resposta a acusações contra sua família e chegou a condicionar a participação no próximo confronto na TV à aceitação do desafio. O porta-voz da campanha e senador Camilo Santana (PT-CE) confirmou que já possui procurações assinaladas pelos parentes do presidente. O documento protocolado no TSE stipula que a divulgação ocorra até esta quarta-feira (21) para que a população possa decidir o voto com base nessas informações. O pedido sorteado para a relatoria do ministro André Mendonça.