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BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi convencido por aliados e advogados a desistir de acionar a Justiça para pedir a anulação da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, menos de 24 horas após anunciar a intenção. Dois fatores principais motivaram o recuo: a avaliação de que o pedido carecia de argumentos jurídicos concretos — somada ao cenário desfavorável no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) — e o risco de gerar instabilidade institucional. Senadores e governadores, incluindo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), defenderam junto ao parlamentar que o resultado das urnas é “página virada”. Em vez de contestar o resultado do pleito, a campanha de Flávio Bolsonaro deve protocolar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) pedindo a cassação da chapa eleita por suposto abuso de poder econômico. A medida é vista no meio político como de praxe após disputas eleitorais, sem representar ameaça direta à estabilidade do país.