Hoje é Dia Mundial da Saúde Digestiva

 Hoje é Dia Mundial da Saúde Digestiva

Medical student on anatomy class.

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Descubra como essa parte do corpo pode interferir na saúde de todo o organismo..

O dia 29 de maio foi instituído pela Organização Mundial de Gastroenterologia como Dia Mundial da Saúde Digestiva. O objetivo é orientar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças do aparelho digestivo e sua importância na saúde do organismo.

O Universal.org aproveitou o momento para apresentar importantes informações para que você possa cuidar melhor desse sistema que, para muitos, pode ser considerado o segundo cérebro.

A nutricionista Flavia Francellino explica que até a proteção contra doenças (o sistema imunológico) depende de uma boa saúde intestinal para se manter forte.

“Boa parte do nosso quartel general de defesa, nosso exército (há quem considere o número expressivo de 80%) está no nosso intestino. Então, se quisermos cuidar ou potencializar nossa imunidade, a chamada modulação da saúde intestinal além de interessante, é necessária”, afirma.

Confira abaixo a resposta da especialista para algumas perguntas sobre o sistema digestivo:

Quais os principais sintomas de que há algum problema no sistema digestivo?

Essa pergunta é convidativa até mesmo para que cada pessoa possa se avaliar e se (re) conhecer. Você é uma pessoa que sente desconforto abdominal? Que convive com o intestino preso e passa uma temporada de dois, três, quatro dias ou mais sem ir ao banheiro? Que ainda que vá todos os dias como um “reloginho”, o “produto final” é todo empacotado (endurecido), lhe fazendo forçar ou sentir dor? Constantemente tem diarreia? Há a percepção (e o desconforto) de ficar com a barriga estufada com frequência? Sente queimação ou azia? Sente cólicas ou dores abdominais? Tem alguma intolerância alimentar? Outros sinais podem ser observados também como cansaço, falta de energia, indisposição, vício por doces, retenção de líquidos, dores no corpo, dor de cabeça, estresse, ansiedade e até rinite ou sinusite. Muitos desconhecem os sintomas que praticamente nos incitam a olhar para um provável desequilíbrio da saúde intestinal.

É verdade que o intestino é o segundo cérebro?

Os neurotransmissores são, resumidamente, mensageiros químicos com funções e atuação nos neurônios. Alguns deles seriam a serotonina (muito conhecida como sendo o hormônio do bem-estar e prazer), dopamina, adrenalina, noradrenalina, etc. Por serem considerados neurotransmissores, a primeira associação que fazemos é de que estão presentes apenas no cérebro.

Entretanto, o intestino é a casa de bilhões de neurônios e dezenas de neurotransmissores e de um nervo chamado “nervo vago” faz essa conexão brilhante entre intestino-cérebro. Ou seja, o que acontece no andar de baixo (intestino) pode, diretamente, afetar no andar de cima (o cérebro). Por isso é comum ouvir que o intestino é uma espécie de segundo cérebro, pois tem atuação fundamental no equilíbrio capaz de impactar boa parte da nossa funcionalidade.

Quais dicas para manter uma boa alimentação e saúde intestinal?

Eu costumo falar que “a comida de Deus” – aquela que encontramos na feira, a “comida de verdade” – tem um cardápio fenomenal quando falamos em saúde como um todo. Ela irá nutrir a nós, a nossa saúde e também uma população de microorganismos chamada microbiota que vive no nosso sistema digestivo.

Por isso, regra de ouro: desembale menos e descasque mais. Uma alimentação mais natural, por consequência, também é rica em fibras, promovendo o bom funcionamento do intestino e regulando sua atividade.

Também não esqueça de beber água – para saber o que é ideal para você (pois nem todos precisam seguir a regra dos 2 litros) basta multiplicar seu peso por 0.035 e descobrir a quantidade que precisa diariamente. Alguns também precisam fazer o gerenciamento do estresse e da ansiedade.

Por fim, também acho válido desmistificar um pouco a máxima do “você é o que você come” e acrescentar que também somos o que digerimos e absorvemos.

Por isso, além de escolhas assertivas, precisamos respeitar a forma como mandamos para dentro: é preciso largar o garfo e mastigar bem. Quem mastiga mais tem menores chances de brigar com a balança ou mesmo lidar com desconfortos, pois conseguem perceber sinais de fome e, sobretudo, de saciedade melhorados.

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