Grávidas: Anvisa contradiz orientação geral do Ministério da Saúde

 Grávidas: Anvisa contradiz orientação geral do Ministério da Saúde
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Agência manda suspender AstraZeneca/Oxford para grávidas. Estado de São Paulo suspende todas as demais vacinas para o grupo. Em abril, Ministério mandou priorizar gestantes.

Uma orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária expedida na noite desta segunda-feira causou preocupação entre autoridades sanitárias de todo o país. A Anvisa recomendou a suspensão da aplicação da vacina AstraZeneca/Oxford para grávidas em geral. A determinação, segundo a agência, obedece a bula da fórmula do labortório inglês para o imunizante. 

Em 27 de abril, o Ministério da Saúde havia expedido orientação nacional para que todas as grávidas – e também puérperas – tivessem prioridade na vacinação, ampliando o grupo para além das gestantes com comorbidades. Ao todo, o grupo reúne cerca de 3 milhões de mulheres. O estado de São Paulo anunciou esta manhã que decidiu suspender a vacinação para grávidas até uma padronização da orientação nacional. “Novas orientações serão comunicadas após pareceres técnicos do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde e da Anvisa”, diz a nota. 

A determinação recente da Anvisa não esclarece se, ao generalizar a aplicação de vacinas para grávidas também sem comorbidades, o Ministério desconheceu a orientação da bula da AstraZeneca/Oxford. A nota expedida pela agência declara que “o uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente”.

CHRISTINA LEMOS | Do R7

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