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BAHIA – O empresário baiano Marcelo Soares Cruz, de 45 anos, apontado como o maior doador individual da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), transferiu R$ 2,42 milhões para a candidatura após o primeiro turno das eleições. Dono da empresa Genesis Inovações Empresariais, ele também mantém contratos milionários de terceirização de mão de obra com prefeituras baianas, entre elas Guanambi, no sudoeste do estado. As informações foram divulgadas pelo colunista Thiago Herdy, do Metrópoles, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e registros de contratações públicas.

Segundo a publicação, a Genesis possui contratos de R$ 14,5 milhões com a Prefeitura de Correntina, R$ 9,8 milhões com Maiquinique e R$ 13 milhões com Urandi. O maior dos acordos citados é com a Prefeitura de Guanambi, no valor de R$ 44 milhões, assinado em fevereiro de 2026, com vigência de um ano.

No segundo turno, Flávio Bolsonaro recebeu 20.269 votos em Guanambi, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 35.676. O prefeito Nal Azevedo declarou ter votado no candidato do PL, embora não tenha feito campanha. Já o secretário municipal de Governo, Edileno Oliveira, manifestou apoio a Flávio nas redes sociais e, após o resultado, publicou: “Se fosse preciso, faria tudo de novo! Valores não têm preço. Princípios não se negociam”.

Questionado pela coluna sobre a doação feita por um empresário que mantém contrato com a prefeitura, Edileno Oliveira não respondeu. Marcelo Soares Cruz, por meio de seu advogado, afirmou que as transferências foram realizadas por decisão própria e espontânea, motivadas pela identificação com a candidatura, e negou qualquer relação entre as doações e os contratos firmados com as administrações municipais.

Após o resultado eleitoral, a defesa também divulgou uma declaração em que o empresário afirma respeitar a decisão das urnas, reconhece o presidente eleito como representante de todos os brasileiros e deseja uma boa gestão ao país.