BAHIA – Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial deste domingo (25) pode provocar mudanças em ministérios e cargos federais ocupados por indicações políticas da Bahia a partir de janeiro de 2027. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), três baianos estão à frente de ministérios: Margareth Menezes, na Cultura; Wellington César Lima e Silva, na Justiça e Segurança Pública; e Sidônio Palmeira, na Secretaria de Comunicação Social (Secom). Outro nome que pode permanecer fora do governo federal em caso de derrota de Lula é o do ex-governador Rui Costa (PT), eleito senador e cotado para retornar à Casa Civil caso o atual presidente seja reeleito. A possível mudança de governo também pode afetar cargos em órgãos federais na Bahia, como a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), os Correios e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Essas funções são ocupadas, em parte, por nomes indicados por parlamentares e lideranças políticas. Em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, a redistribuição desses postos dependeria das articulações do novo grupo político. Entre os nomes citados como possíveis participantes da futura gestão estão ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador, e João Roma (PL), presidente estadual do partido na Bahia. As mudanças, porém, dependem do resultado eleitoral e das decisões de uma eventual nova administração federal.
Vitória de Flávio Bolsonaro pode mudar cargos federais na Bahia
Codeba, Codevasf, Dnocs, Dnit, Correios e Incra estão entre os órgãos que podem ter mudanças em cargos de indicação política.



