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FEIRA DE SANTANA – Um áudio gravado anonimamente e atribuído ao vereador e presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima (União Brasil), aponta para uma suposta prática de assédio eleitoral contra servidores comissionados do seu gabinete. Na gravação, o parlamentar cobraria o voto no candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), condicionado à manutenção dos cargos de assessoria, citando também uma suposta orientação política atribuída ao prefeito Zé Ronaldo (União Brasil). Procurado para comentar o conteúdo, Marcos Lima negou a autoria do áudio e alegou que o registro teria sido gerado por meio de ferramentas de inteligência artificial. Por outro lado, em entrevista a um veículo de comunicação local, o vereador Galeguinho (União Brasil) defendeu o alinhamento ideológico entre os assessores e os mandatos, classificando a medida como critério de coerência política. A prática de coação ou constrangimento para obtenção de voto é tipificada como crime eleitoral pela legislação vigente, sujeita a sanções criminais e administrativas. No primeiro turno do pleito presidencial, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 194.272 votos no município, o equivalente a 57,13% dos votos válidos.